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Sobre mendigos e anjos

Se há algo que aprendi nos últimos 12 anos é, "quanto mais simples e humildes são as pessoas e os lugares, melhor é a recepção", e esta lei natural transcende qualquer tentativa de um soberbo tentar se passar por humilde.

Sim...eu tenho sido recebido com um príncipe, mesmo quando a cena que se vê mostra um mendigo. A palavra de Deus disse que nos tempos antigos, muitas pessoas receberam e deram abrigo a muitos sem saber que na verdade eram anjos.

Ano passado, em missão pela América do Sul, eu caminhava pelos arredores de Santa Lucía, no Chile... Me aproximei de um casal de moradores de rua, pude abraçá-los e compartilhar do amor de Deus, da mesma maneira que temos feito em toda a parte, mas este casal me tratou de uma maneira especial e usaram de todo dinheiro que tinham para me presentear com doces que eram vendidos na rua. Eles mal podiam acreditar que eu os amava, mas depois de orarmos juntos tanto eles quanto eu sabíamos que agora estávamos em família.

Talvez seja uma história boba do ponto de vista da tarefa evangelística, mas será que você daria todo o seu ganho para agradar, com amor, a um desconhecido? Pensa com sinceridade...

Estou seguro de que essas pessoas são muito melhores do que eu, mas a sociedade e a igreja estão cegas demais pra perceber.

Sim eles cheiravam mal, mas me abraçaram verdadeiramente em amor. Às vezes a gente se perfuma antes de sair de casa sem perceber como estamos podres e fedorentos por dentro.

Pastel de Vento

Um dia, a caminho de casa voltando do trabalho encontrei-me com um mendigo que já ia se ajeitando sob uma marquise. Me aproximei dele, perguntei seu nome, perguntei se ela já havia se alimentado e se ele era daqui - afinal era um rosto novo - Me sentei do lado dele por alguns minutos e perguntei se ele estava bem, se eu poderia ajudá-lo, mas resposta dele foi absoluta: “-O senhor pode ficar sossegado porque estou tranqüilo; só falta arranjar um lugar pra dormir, mas acho que aqui está bom.” – concordei com ele, pois havia cobertura, pouco vento e ele tinha agasalhos - o abençoei e segui a caminho de casa.

Descendo a rua eu passei a me dar conta de quantos pensamentos e preocupações ocupavam a minha cabeça naquele momento. Quem seria o mais pobre de nós naquele momento. Eu ou Sr. Antônio? (Afinal, depois de um dia cansativo pra mim e pra ele, um lugar pra dormir era realmente o que importava) - Obviamente, do ponto de vista espiritual havia muito a ser feito na vida daquele homem, mas ao menos naquele momento ele tinha algo que eu e você precisamos: Saber o que de fato importa em nossa vida.

Uma vez eu publiquei uma reflexão intitulada “Sobre ratos e homens”, que trazia o seguinte trecho, baseado numa letra de música: Nós nos perdemos? Estamos dentro de algum lugar... Deveríamos viver por muito mais! Sonhando com a providência... E se ratos e homens têm segundas chances, talvez estejamos vivendo com nossos olhos entreabertos... Talvez estejamos tortos e quebrados.

Salomão também mandou muito bem sobre o tema? - “Mas, quando pensei em todas as coisas que havia feito e no trabalho que tinha tido para conseguir fazê-las, compreendi que tudo aquilo era ilusão, não tinha nenhum proveito. Era como se eu estivesse correndo atrás do vento.“ - Eclesiastes 2:11

A gente facilmente se perde sobre o que realmente importa...
Já comeu pastel de vento???

Homeopangelho

Homeopangelho? Será que existe essa palavra?
Estamos em 2008, a dita era digital em que eu posto uma mensagem na internet e no momento seguinte, uma pessoa do outro lado do mundo lê...essa pessoa pode até ser um daqueles pesquisadores com seu laptop, dentro de uma barraca quase sendo levada pelo vento frio do congelante Ártico.

Estamos em uma época onde se pensa em meticulosas estratégias de como alcançar o que o evangelho de Marcos chama de "até a última criatura". E pra isso vamos usar parabólicas, rádio, TV, megashows, eventos milionários... Tá! Mas peraí? A GENTE VAI USAR A NOSSA VIDA TAMBÉM? - A resposta é SIM cara-pálida! - Jesus já fez a parte mais difícil ao morrer e ressuscitar. E essa parte de um morto que volta a vida, é exclusividade do cristianismo.

O evangelho atravessou séculos e continentes se espalhando através de vidas, e de aparelhos que Deus mesmo já havia implantado no mundo como ferramentas de evangelização em massa... Pois é! Sabe BOCA...OUVIDO...MÃOS... - Não??? Esqueceu? ...Procura então no Google...tenta o Wikipedia! Mas saiba que tudo o que Deus precisa para alcançar as pessoas são outras pessoas.
O EVANGELHO NÃO PRECISA SER DILUÍDO EM NADA! Ele em estado natural tem poder suficiente.

Pastores, ousem discipular! Há dentro de nossas igrejas pessoas que parecem ser fervorosas, que cantam, gritam, pulam, abraçam suas famílias e sabem quase tudo de cór, menos explicar o plano de salvação. E fora do templo a vida é um caos.

Pastores, nossos e-mails estão transbordando de ovelhas pedindo socorro. Elas se perderam de vocês... Mas espera aí de novo!!! Pastor não é aquele cara que tem cheiro de ovelha?

A hipnotizante conquista das massas e o evangelho homeopático estão gerando um verdadeiro COLAPSO. Mas é hora de zelar pelo rebanho! Torná-lo sadio para que no ciclo certo se reproduza.

Há estratégias simples, em que um grupo de 7 pessoas, podem alcançar outras 450 em uma única semana. O evangelho de salvação pode ser pregado em poucos minutos se for apresentado naturalmente. E as pessoas podem nos seguir até nossas igrejas se nossas vidas forem diferentes. (Tá estranhando? O evangelho funciona!!!)
"Parem de caçar as borboletas!!! Apenas cuidem bem do jardim e elas virão...naturalmente!" - mandou o filósofo - Deus, "O verbo" se fez carne e habitou entre nós aqui nesse planeta... E pior, acabou morrendo por pecados que nós cometemos, na mão do império romano... Grande coisa! (alguém vai gritar)... E daí?

E daí, que Ele tava justamente pensando em você quando fez isso. - Agora disfarça aí e vá fazer alguma coisa por Ele!

“A melhor coisa que podemos fazer é abandonar os nossos planos, esmigalhar nosso discurso, afastar os bancos de nossas igrejas e cair de joelhos.” - Tommy Tenney

Tarefa difícil

Sempre que me perguntam de maneira específica sobre missões, chamado e campo missionário, eu respondo muito naturalmente:

“Missão é um caráter e uma vocação natural da Igreja; mais do que isso, é o evangelho em sua forma mais pura!”

Lembro-me da minha infância na periferia de São Paulo, e de como era simples a tarefa de proclamar as Boas Novas às pessoas. Nós íamos de casa em casa e éramos convidados a entrar para compartilhar do amor de Deus. - Entretanto, os anos passaram, e de repente nos pegamos preocupados, discutindo sobre o impacto da pós-modernidade, e sobre qual dever ser o comportamento da igreja neste novo contexto.

Costumo dizer que uma das maneiras simples de dividir o mundo em apenas dois gomos é entender que existe uma “nação espiritualmente salva”, e uma “nação espiritualmente condenada”. Nós, a igreja de Cristo na terra, devemos compreender essa nação condenada (que eu prefiro chamar de “Geração Emergente”) que se desenvolve no meio de uma cultura mundial moderna. Fruto de vários fatores como urbanização, industrialização, mídia, tecnologia, economia, educação, mas, sobretudo: malignidade.

Podemos não perceber, mas a combinação desses fatores cria um ambiente que molda de uma maneira muito significativa como enxergamos o mundo em que vivemos. A pós-modernidade tem assolado a fé cristã, privando a sociedade de crer e conhecer um Deus Todo Poderoso, um ser sobrenatural e um Cristo ressurreto.

É vital que mantenhamos o equilíbrio entre evangelho e contexto; que conheçamos a Deus e os Seus valores, que aprendamos como desenvolver nossos dons e finalmente alcançar essa geração. Tarefa difícil: contextualizar sem distorcer o evangelho.

As missões são, portanto para nós (a nação salva do planeta), uma tarefa urgente, sobretudo porque não sabemos quanto tempo disponível teremos para realizá-la; mas é certo que não temos nenhum tempo a perder.

É hora de cumprir com nossa responsabilidade, para tanto, além do caráter cristão, há dois pilares fundamentais: “Amor”, para que estejamos inseridos como embaixadores de Cristo em nossa comunidade e “Sacrifício”, para que possamos entender e aceitar o custo de proclamar as boas novas de Cristo nos dias de hoje e até que Ele venha.

AS 100+

Há pouco mais de 2 semanas atrás a idéia de abrir um canal exclusivo para meninas no UNDERFAITH era apenas um conversa que a gente tinha entre a gente. Hoje, como não poderíamos deixar de comemorar, chegamos a 100 membros na comunidade, que está implantada dentro do ORKUT.
Assim, nós do UNDERFAITH (incluindo todos os "meninos") gostaríamos de dar os parabéns às nossas primeireas 100 "meninas mais importantes" lembrando que, cada uma de vocês é diferente, e muito especial!

Pelo sangue de Zapata

O Movimento Zapatista inspirou-se na luta de Emiliano Zapata contra o regime autocrático de Porfirio Díaz que encadeou a Revolução Mexicana em 1910. Os zapatistas tiveram mais visibilidade para o grande público a partir de 1 de janeiro de 1994 quando se mostraram para além das montanhas de Chiapas com capuzes pretos e armas nas mãos dizendo Ya Basta! (Já Basta!) contra o NAFTA (acordo de livre comércio entre México, Estados Unidos e Canadá) que foi criado na mesma data.
O movimento defende uma gestão democrática do território, a participação direta da população, a partilha da terra e da colheita.

Algo muito interessante sobre os zapatistas é que a unidade deles é tamanha, que todos se consideram iguais, a ponto de todos se referirem a si mesmos como Marcos... O comunicado que o subcomandante Marcos publicou em 94 explica o porquê de esconder os rostos (ocultando suas diferenças) e porque todos os zapatistas dizem que se chamam "Marcos":

"Marcos é gay em São Francisco, negro na África do Sul, asiático na Europa, hispânico em San Isidro, anarquista na Espanha, palestino em Israel, indígena nas ruas de San Cristóbal, um underground na cidade universitária, judeu na Alemanha, feminista nos partidos políticos, comunista no pós-guerra fria, pacifista na Bósnia, artista sem galeria e sem portfólio, dona de casa num sábado à tarde, jornalista nas páginas anteriores do jornal, mulher no centro da cidade depois das 22h, camponês sem terra, um editor underground, operário sem trabalho, médico sem consultório, escritor sem livros e sem leitores e, sobretudo, zapatista no Sudoeste do México." Enfim, Marcos é um ser humano qualquer neste mundo. Marcos significa todas as minorias intoleradas, oprimidas, resistindo, exploradas, dizendo JÁ BASTA! Todas as minorias na hora de falar e maiorias na hora de se calar e agüentar. Todos os intolerados buscando uma palavra, sua palavra. Tudo que incomoda o poder e as boas consciências, este é Marcos."

O Movimento Cristão você já conhece...inspirou-se na vida, ministério, sacrifício e ressurreição de Jesus, um carpinteiro de Nazaré. - Mas onde eu quero chegar com tudo isso?
E se todos os cristãos, tivessem tamanha unidade que todos se chamassem e considerassem a si mesmos Jesus?
Então Jesus seria o gay em São Francisco, negro na África do Sul, asiático na Europa e tudo que incomoda o poder e as boas consciências, este seria Jesus. Ao que novamente pergunto a você: SERÁ QUE NOS PERDEMOS?

JÁ BASTA!!!

O pensamento cristão é mais forte que Roma
– Marcus Aurelius -

Senta aí, vamos conversar.

Jesus Cristo não é uma proposta filosófica, é uma ação pratica da fé: a de ser amado sob qualquer circunstância.

Onde eu quero chegar? Você já vai ver...
Jesus, os apóstolos e a igreja primitiva foram perseguidos por “fazer a diferença”, (jargão que é muito usado no contexto eclesiástico e também fora dele) essa era uma diferença de atitude, como se ouve nas pregações hoje, eles faziam tudo o que nós cristãos costumamos fazer, orar, cantar, e etc., mas o que intrigava mais os perseguidores era o fato de que eles atendiam todos, sim todos, os que os procuravam de uma forma integra, de uma forma unilateral, o único interesse estava em servir, e eles serviam com tanta eficiência que incomodou ao poder político daquela época, porque pra quem tem poder é inadmissível todos desfrutarem da mesma mesa; e aquele gesto de aceitação chegava a ser absurdo, por isso, eles foram perseguidos, por essa diferença.

Enfim, o que eu quero dizer é que a filosofia de uma vida cristão “normal”, sem se mover em favor do necessitado, e sem admitir que a própria fé não tenha resultado prático na questão “indiferença social” (e - apenas meu ponto de vista - pode até ser um fator a mais dentro dessa questão) não tem haver com Cristo, os apóstolos e a igreja primitiva... E menos ainda com a certeza de que quando chove os inadequados e adequados se molham igualmente.

Ah...aqui são mera palavras, pode não haver nada de prático comigo também!